Cairo - Centenas de Egípcios convergiram hoje (sexta-feira) em direcção ao ministério da Defesa para exigir à saída do exército do poder, em véspera do primeiro aniversário da demissão de Hosni Mubarak.
Ao fim da grande oração semanal de sexta-feira na mosquita al-Fath, no centro do Cairo, os manifestantes gritavam" Abaixo o poder militar" antes de se dirigirem em direcção ao ministério da Defesa.
"Marchamos em direcção ao ministério da Defesa, queremos à saída dos militares", afirmou diante da mosquita Asmaa Mahfouz, militante conhecido por ter registado no último ano um vídeo apelando a um levantamento contra Hosni Mubarak.
Os militantes apelaram aos manifestações a partir do Cairo que deviam todos convergir em direcção ao ministério da Defesa e também apelaram à uma jornada de "desobediência civil" e de greve para sábado, dia do aniversário da queda de Mubarak, que havia então entregue o poder ao exército.
Aclamados a um ano, os militares são doravante muitos críticos desde vários meses pelas gestão da transição, em particular pelos jovens militantes como Asmaa Mahfouz -laureado em Dezembro com outros actores da Primavera árabe do Prémio Sakharov concedido pelo Parlamento europeu.
Após os apelos à desobediência civil, o exército anunciou que se desdobraria em todo o país para manter a segurança.
Esses apelos dividiram as forças políticas. Os Irmãos muçulmanas, grandes vencedores das últimas legislativas, se opuseram.
Tarek al-Kholi, um porta-voz do grupo de 06 de Abril, um dos movimentos que haviam lançado a revolta anti - Mubarak, precisou que um só dia de greve está previsto mas que a mobilização poderia ser prolongada.
O Conselho supremo das forças armadas (CSFA), dirigido pelo marechal Hussein Tantaoui, prometeu entregar o poder aos civis após a eleição de um presidente da república, previsto antes do final de Junho.