Nouakchott - O grupo terrorista Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) deu sábado um ultimato de 20 dias ao Governo da Mauritânia para que aceite suas condições, porque caso contrário está disposto a executar o policia mauritano que tem em seu poder.
Através de um comunicado em árabe, publicado pela agência de notícias mauritana ANI, a organização afirmou que "se o regime não reagir seriamente, o policia será executado e a responsabilidade será de Mohammed Ould Abdelaziz", presidente da Mauritânia.
O agente, Ely Ould Moktar, foi sequestrado no dia 20 de Dezembro em um posto policial perto da fronteira com o Mali, e no dia 13 de Janeiro a AQMI reivindicou o sequestro e exigiu a libertação de dois de seus homens presos em Nouakchott. Neste mesmo dia.
A AQMI divulgou um vídeo no qual mostrava o oficial vestido com sua roupa militar, as mãos atadas e atrás dele um cartaz com o nome da organização terrorista.
O ministro mauritano de Relações Exteriores e de Cooperação, Hamadi Ould Hamadi, assegurou recentemente que seu país não negociará com a Al-Qaeda.