Luanda - O Embaixador egípcio acreditado em Angola, Gamal A. Metwally, disse hoje (sexta-feira) em Luanda, que o mais importante para a União africana (UA) é respeitar os acordos afirmados no seio da União, e que a eleição das pessoas não deve provocar separação do continente africano.
O diplomata falava em exclusivo à Angop, quando reagia aos resultados da 18ª cimeira da União Africana que decorreu em Addis Abeba, Etiópia de 29 a 30 de Janeiro e que a eleição do presidente da sua Comissão ficou adiada para Julho próximo.
Na opinião do Embaixador Gamal Metwally, "as pessoas trocam-se, mas os acordos mantém-se, então é importante que as pessoas ajudem a concretizar os objectivos da União ".
A esse propósito, sublinhou que o Egipto está a revidar esforços para que esse assunto (eleição do presidente da Comissão da união africana ) seja resolvido e que não provoque separação em África.
"Independentemente da pessoa que for eleita, o Egipto prima pela união do continente e não pela divergências", rematou.
Ao comentar sobre a firmeza necessária no seio da UA no que toca à resolução de conflitos no continente, Gamal Metwally disse tratar-se de uma questão muito série e que não se reflecte na falta de vontade politica.
Na sua opinião, existem tendências e interesses internos diferentes, em determinados países, que prejudicam o êxito das resoluções ou medidas que a União africana toma para encontrar uma saída pacífica de conflitos.
A titulo de exemplo, apontou a questão da Somália, onde os interesses divergentes internos prejudicam as decisões ou resoluções, quer a nível da UA, quer a nível da comunidade internacional, para uma solução pacifica da crise politica.
"Todos os esforços externos dificilmente têm êxitos porque internamente não encontram apoio ", justificou.
Entretanto, numa eleição cerrada, o presidente cessante da Comissão da União Africana (CUA), o gabonês, Jean Ping, obteve 32 dos 36 votos necessários para a sua reeleição, ou seja dois terços sobre os 53 Estados votantes.
Jean Ping obteve 32 votos contra os 21, da sua opositora, a sul-africana Nkozasana Dlamini Zuma, no final da 18ª cimeira dos chefes de Estado e de Governo, que decorreu de 29 a 30 deste mês, n em Addis Abeba, Etiópia.