Cartum - As balas de fabrico chinês e aviões comprados na Rússia são usados para continuar a cometer as violações dos direitos humanos na região sudanesa de Darfur, apesar de um embargo de armas, denunciou hoje (quinta-feira) a Amnistia Internacional.
A organização de defesa dos direitos humanos, situada em Londres tinha exprimido as mesmas preocupações, há cinco anos, mas o seu último relatório vem após a uma "nova onda de combates" entre rebeldes e forças governamentais durante o ano passado.
Estas violações "incluem ataques direccionados contra as populações civis, cometidos por motivos étnicos e bombardeamentos aéreos sem discriminar zonas que contribuíram para o deslocamento de pelo menos 70 mil pessoas das suas casas e aldeias", afirmou.
A organização acusa a China e a Rússia de continuarem a fornecer armas e munições ao Sudão apesar das "provas esmagadoras" que serão usados os contra civis em Darfur, na região do oeste do país onde uma guerra opôs rebeldes indígenas ao governo de Cartum desde 2003.
Testemunhas disseram à Amnistia ter encontrado cartuchos de balas contendo códigos de chineses indicando a sua transferência em Darfur após o início do embargo de armas em 2004.
Os combates em Darfur têm sido acompanhados por ataques aéreos repetidos, incluindo alvos civis realizadas por Sukhoi-25, Mi-24 e Antonov.
O Sudão recebeu 36 novos helicópteros Mi-24 da Rússia entre 2007 e 2009, que "provavelmente" substituiu aparelhos perdidas durante operações em Darfur, acrescenta Amnistia.