São Tomé - O Programa Detalhado para o Desenvolvimento da Agricultura em África (PDDAA), financiado pelo Banco Mundial, foi lançado hoje (quarta-feira) na capital são-tomense.
Aprovado pela União Africana (UA) e adoptado consensualmente em 2003, em Maputo, pelos países africanos, o PDDAA é executado nos países da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).
Um dos objectivos do programa é que os países africanos atinjam um crescimento agrícola anual de cinco porcento. Mas, para que isso seja possível, é necessário que os governos afectem pelo menos 10 porcento do seu Orçamento do Estado anual
para o sector agrícola.
O lançamento do projecto na capital são-tomense visa "reunir todos os intervenientes neste sector (agrícola), nomeadamente deputados, Governo e cooperativas", para que a CEEAC possa preparar um plano de investimento agrícola para São Tomé e príncipe, disse Joel Beassen, representante do PDDAA.
São Tomé e Príncipe é o sexto país da sub-região da África central onde o programa é aplicado, depois do Tchad, República do Congo, República Democrática do Congo (RDC), República Centro Africana e Burundi.
"A intenção é permitir que a agricultura assuma o papel de maior impulsionador do desenvolvimento nacional em cada um dos Estados da sub-região da África Central", disse Joel Brassen.
O lançamento oficial do programa será seguido da realização de um atelier para a preparação do Pacto PDDAA e de uma convenção que, a nível nacional, o Governo deverá assinar com os autores que intervêm nos diferentes sectores da agricultura.
O ministro do Plano e Desenvolvimento são-tomense, Agostinho Fernandes, lembrou que o país já tem uma Carta Política Agrícola para os sectores de desenvolvimento rural e pescas, acrescentando que o governo defende o aumento e diversificação
agrícola de culturas alimentares, diminuindo a dependência dos produtos importados e favorecendo a entrada dos produtos nacionais nos mercados internacionais, sobretudo da sub-região.
"Apesar das medidas já adoptadas, continuamos com o sentimento de que só com reformas persistentes através de melhorias através do diálogo inter - institucional e o reforço organizacional de competências e capacidades técnicas estaremos em
condições de atingir as metas a que nos propusemos", disse o ministro.