Cidade da Praia - O director executivo do Millennium Challenge Corporation (MCC) considerou sexta-feira Cabo Verde como um "modelo para a democracia e estabilidade em África", salientando a "proeza" do país no cumprimento dos 17 critérios rigorosos para aceder ao segundo compacto.
Discursando na cerimónia de assinatura do segundo pacote de assistência financeira da instituição norte-americana de ajuda pública ao desenvolvimento, no montante de 66,2 milhões de dólares (50,9 milhões de euros), Daniel Yohannes lembrou o percurso feito por Cabo Verde nos cinco anos do primeiro compacto (2005/10).
"Concluiu o primeiro compacto com sucesso, continuou com um bom desempenho político e desenvolveu propostas com significativo potencial para o crescimento económico e para a redução da pobreza, numa altura de grandes desafios económicos", disse Yohannes.
Na intervenção na cerimónia, que decorreu no Palácio do Governo, na Cidade da Praia, na presença do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, o director executivo do MCC realçou que Cabo Verde "tem demonstrado estar em condições" para o segundo compacto de forma "mais eficiente e efectiva".
"Cabo Verde foi o primeiro país em África a concluir com sucesso um compacto, que contribuiu para o desenvolvimento económico e para a redução da pobreza. O Governo tem demonstrado um contínuo em construir a sustentabilidade e elevado nível de desenvolvimento económico", sustentou.
Para tal, observou, "promoveu" políticas e reformas institucionais, "empenhou-se" no desenvolvimento do sector privado e "desenvolveu" infra-estruturas.
"O compacto que agora assinamos vai projectar ainda mais esta visão. Cabo Verde fará a sua própria contribuição financeira (9,9 milhões de dólares - 7,61 milhões de euros) para apoiar o nosso investimento", indicou.
Segundo Yohannes, o segundo compacto vai apoiar uma "ambiciosa genda de reformas" a nível nacional e municipal, destinada a "melhorar a gestão dos recursos", facilitará investimentos do sector privado e da diáspora e disponibilizar água, saneamento e serviços de gestão de propriedade" à população.
"O MCC orgulha-se, mais uma vez, de ser parceiro de Cabo Verde num compacto. Dou os meus parabéns. Mas é agora vital implementar plena e atempadamente o programa. Uma implementação bem sucedida irá melhorar a qualidade de vida dos cabo-verdianos", concluiu.