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04-02-2012 7:00

Resenha africana
Fracasso na eleição do presidente da CUA e distúrbios no Egipto dominaram a semana finda

 
 
Luanda - O fracasso na eleição do presidente da Comissão da União Africana (CUA), os distúrbios no Egipto, que provocou à morte de 79 pessoas, os protestos contra a validação da candidatura do presidente cessante do Senegal, Abdoulaye Wade, dominaram entre outros assuntos, a semana finda. 


 
Entrenato, durante a semana ora finda, realizou-se a décima oitava Sessão ordinária da Cimeira da União, em Addis Abeba, encontro dominado pela eleição dos presidentes da União e a da Comissão da UA, no qual foi marcado pelo fracasso da não eleição do presidente da CUA.

 

 

Numa eleição cerrada Jean Ping, o presidente cessante da CUA, obteve 32 votos contra os 21, da sua opositora, a sul-africana Nkozasana Dlamini Zuma, no final de (segunda-feira) da 18ª cimeira dos chefes de Estado e de Governo, que decorreu de 29 a 30 deste mês. 


 
Ainda nesta senda, Jean Ping vai continuar a dirigir provisoriamente a instituição até a cimeira de Julho em Lilongwe, Malawi, apesar de não conseguir a sua reeleição. 

 

 

Esse acordo foi obtido, a última hora, por sugestão do presidente ugandês Yoweri Museveni, para quem o vice-presidente e os respectivos comissários vão se manter na próxima cimeira, em Julho do corrente ano, em Lilongwe, Malawi.


 
O presidente da CUA tem de ser eleito com a maioria de dois terços de votos expressos, o que Jean Ping não conseguiu, obtendo apenas 32 dos 36 votos necessários.

 


 
Outro facto marcante, no decurso da semana em analise,  são os distúrbios no nordeste do Egipto, que começou após o final de uma partida de futebol, na cidade de Port-Said, causando 74  mortos, originado na demissão do secretário de segurança e no aumento da tensão no país.

 


 
Neste quadro, o despoletar das violências entre polícias e manifestantes, já provocou à  morte de mais de duas pessoas. Os dois homens, que seriam manifestantes, foram mortos a tiros, no Port-Said.

 


   
No cairo, a capital egipcia, milhares protestaram  durante o dia, acusando o conselho militar, que tomou o poder depois da queda do ex-presidente Hosni Mubarak há um ano, de administrar mal a transição.

 

 

Segundo a imprensa local, 628 pessoas ficaram feridas nos confrontos que ocorreram na capital, principalmente após inalar gás lacrimogéneo.Os manifestantes protestavam por conta da violência desatada na quarta-feira entre torcedores do time de Port Said, o Al-Masry, e do Cairo, o Al-Ahly, um dos incidentes mais sangrentos da história do futebol.


  
Foi ainda destaque da semana, as manifestações no Senegal entre a oposição e a sociedade civil contra uma terceira candidatura do chefe de Estado, cessante, Abdoulaye Wade, à presidência.

 


       
O M23 convocou a manifestação na Praça de Obélisque em Dakar, para exigir a retirada da candidatura de Wade, 85 anos, no poder há 12 anos, para as presidências de Fevereiro, cuja validade foi confirmada domingo último pelo Conselho constitucional.

 

 

Em Moçambique, durante a semana finda , os ciclones "Dando e "Funso" , foram igualmente motivo de manchete, onde o seu balanço aponta para 37 mortes, nas últimas semanas assolaram o centro e sul do país, noticiou a Lusa.  


 
De acordo com o Conselho de Ministros, 41 pessoas ficaram feridas e 81.200 foram directamente afectadas pelas duas tempestades tropicais que varreram as costas das províncias da Zambézia e Sofala, no centro, e, a sul, de Inhambane, Gaza e
Maputo. 

 


 
Por outro lado, a semana em referência, esteve em destaque  a visita da directora do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde na Tunísia.

 

 

Quarta-feira, Lagarde efectuou a sua primeira visita neste país, que atravessa, após a revolução, uma grave crise económica e social. 


    
Essa visita, visa fortalecer “o apoio da instituição financeiras na transição democrática” e estabelecer contacto com as novas autoridades saídas das eleições de 23 de Outubro, segundo fonte da sua comitiva.

 


 
Mereceu também destaque, as eleições legislativas na RDCongo, onde o partido do presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, e seus aliados ou próximos obtiveram a maioria absoluta nas eleições legislativas de 28 de
Novembro, segundo os resultados anunciados quinta-feira pela Comissão eleitoral. 

 


 
Segundo os resultados provisórios da Comissão eleitoral nacional independente (Ceni), compilados pela AFP, o campo presidencial obteve 260 assentos dos 500 da Assembleia nacional, e a oposição 110. A Ceni não forneceu a taxa de participação.
          






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