Addis Abeba (Do enviado especial) - O secretario Executivo da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), Tomaz Salomão, disse hoje (sexta-feira), em Addis Abeba, que as relações da sua instituição com as mais congéneres das regiões económicas são estreitas, havendo também um dialogo excelente.
O politico fez esta constatação quando saia da reunião que decorreu numa das salas do novo edifício da União Africana, presidida pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti, na qualidade do pais que detêm a presidência rotativa da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC).
Acrescentou que precisa -se que o diálogo seja absorvido a nível da União Africana, para se tentar providenciar a liderança necessária, por esta razão, a SADC está a empreender um esforço para querer reformar a UA.
Para o moçambicano ao serviço da região austral, a reforma permitirá dotar a instituição continental de uma nova liderança que defina prioridades, sendo uma delas o de +trabalhar bem com as comunidades económicas regionais com as quais a SADC tem excelentes relações+.
Sublinhou que todas as comunidades regionais têm o mesmo ponto de vista, por terem um programa, embora cada uma esteja em estágios diferentes.
“Olha para a CEDEAO, estão num determinado estagio, olha para CEAC esta num estagio diferente, o mesmo acontece com a COMESA, e a SADC também num outro. Mas para questões de princípios estamos todos de acordo+, sustentou.
Acrescentando que primeiro vai se criar infra-estruturas que facilitem a integração do continente, “porque o comércio só pode ser facilitado, bem como a circulação de pessoas e bens com a existência de infra - estruturas+.
Salientou que nessa matéria todos estão de acordo, mas quando se trata em elegerão presidente da comissão da UA, opinião eh outra porque as regiões são constituídas por países e estes tem os seus cidadãos.
“Então se um pais tem um candidato que quer concorrer a um cargo, esse pais é livre de defende-lo, tanto, as coisas não se confundem com os programas, bem como com as articulações.
Realçou que quanto aos programas e as suas articulações todos estão juntos o que não acontece quando se esta frente aos procedimentos para a eleição do presidente da comissão , por ser parte do jogo democrático, do qual todos devem habituar-se e a conviver.