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28-01-2012 11:18

África do Sul
Partido Inkata alerta para nova onda de xenofobia no país

Cidade do Cabo - O Partido de Liberdade Inkhata (IFP, oposição) condenou os ataques perpetrados esta semana contra estrangeiros que viram os seus comércios destruídos com cocktail Molotov em Tokoza, em Gauteng.


"Estes últimos ataques xenófobos são vergonhosos e lamentáveis. Enquanto nação, temos a obrigação de assistir os refugiados que fogem dos seus países receiando pela sua segurança. E temos a obrigação de velar sempre para o respeito pelos valores e princípios da Constituição sul-africana e pela cultura dos direitos humanos", disse um deputado do IFP, Petros Sithole.


Segundo ele, o último incidente era um aviso para que o Governo compreenda que o povo e a África do Sul já não tolerarão fracassos do Governo.


"As pessoas estão cada vez mais desesperadas devido a níveis elevados de pobreza e de desemprego. Este último incidente quer dizer novamente que a estratégia do Governo de luta contra pobreza é um fiasco.


"Além disso, o Governo deve concentrar-se com toda urgência nas falhas do nosso sistema de pedido de asílio e na porosidade das fronteiras sul-africanas. A incapacidade do Estado para aplicar políticas sãs, nomeadamente na área do controlo da imigração, tornou-se uma ameaça séria para o  futuro da nossa jovem democracia. Contanto que o Governo tome as suas responsabilidades em relação a estes fracassos, senão os níveis de descontentamento e de ataques xenófobos vão aumentar", avisou.


Por outro lado, o porta-voz do IFP, Mario Oriani-Ambrosini, pediu à Comissão dos Direitos Humanos para verificar várias informações segundo as quais a polícia agrupava e intimidava sistematicamente cidadãos congoleses na África do Sul, devido à sua nacionalidade e também à sua origem étnica e regional.


Aparentemente, as vítimas desta violação sistémica dos direitos humanos são originários das regiões da República Democrática do Congo opostos ao Governo congolês.


"Estas alegações levam a crer que foram cometidas violações maiores e sistémicas dos direitos humanos pela polícia no território sul-africano mas discretamente. À revelia de  um esquema político oficial ou de uma autorização do Parlamento, o Governo sul-africano está implicado na guerra civil congolesa", disse.

 






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