Addis Abeba - (Do enviado especial) – Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), reuniram-se hoje (sabado), em Addis Abeba, para debaterem o acordo ortográfico do português, a adesão da Guiné
Equatorial à CPLP e o comércio inter-Estados.
A reunião, assistida pelo Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, foi realizada na antiga residência do embaixador
angolano em Addis Abeba.
Ao fazer o balanço da reunião, o ministro das Relaçoes Exteriores, Georges Chicoti, disse terem debatido três pontos importantes, a saber, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a adesão da Guine Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa e o comércio.
Informou que Angola e Moçambique ainda não ratificaram esse acordo e nesta reunião decidiram que as iniciativas apresentadas pelo Governo angolano deveriam merecer a consideração de outros países membros para ,pontualmente, serem discutidas pelos ministros da Educação.
Sobre a adesão da Guiné Equatorial, país de expressão espenhola, à CPLP, o chefe da diplomacia angolana esclareceu que
foi criado um pequeno comité integrado por Angola, São Tomé e Príncipe e outro parceiro que vai trabalhar com este país para
estabelecer um diálogo com Portugal para se acelerar a entrada.
O diálogo com Portugal, segundo à fonte, servirá para debater alguns aspectos que ainda não foram aclarados para que haja um
tratamento devido, e com interesse, para que na próxima cimeira possa se ultrapassar os impedimentos que se colocaram no último
encontro em Luanda.
Sublinhou que Angola apresentou um ponto sobre o comércio, tendo se decidido que se realize antes do mês de Maio deste ano, a reunião dos ministros do Comércio que vai trabalhar sobre questões de investimentos no espaço da CPLP.
Entretanto, depois da reunião, os chefes da diplomacia e diplomatas deslocaram-se as instalações da Uniao Africana, onde
foi inaugurada hoje (sábado) a sua nova, numa cerimónia assistida por vários chefes de Estado e de Governo da organização continental.
Assistiu o acto por parte de Angola, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, que representa na 18/a cimeira dos estadistas africanos, o presidente da Republica, José Eduardo dos Santos.
A chave do novo edifício esteve na mão do vice-presidente chinês, Xi Jinping, que posteriormente a entregou ao presidente cessante da UA, e da Guine Equatorial , Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.
Coube depois ao presidente cessante da Comissão da UA, Jean Ping, a abertura da porta principal do edifício.
Trata-se de um edifício com 20 andares, composto por uma sala de conferências principal para 2500 pessoas e um outro complexo
independente para sub-conferências com 41 salas.
A sua construção e apetrechamento custaram 200 milhões de dólares, financiados pelo governo chinês, como uma doação ao continente africano e a sua maior organizacao, a União Africana.
Ocupando uma área de 112000 metros quadrados, o terreno foi doado pelo governo etíope que também autorizou a importação do material para a para a sua edificação.