Windhoek - O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, comparou hoje (quinta-feira) a África a uma "mina de ouro" para os investimentos estrangeiros, e prometeu sensibilizar as empresas chinesas ao respeito do direito do trabalho em África, noticia a AFP.
"A África é uma terra fértil para os investimentos estrangeiros, e isto é uma mina de ouro para atrair os investidores estrangeiros, especialmente para (construir) as infra-estruturas, que são o sangue e os músculos de um país", declarou Yang Jieng após um encontro com o seu homólogo namibiano, Utoni Nujoma, no termo da última etapa de uma digressão que o conduziu ao Níger e Côte d'Ivoire.
Aos que acusam às empresas chinesas de maltratar o direito do trabalho, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros respondeu que não pode dizer que todas as empresas chinesas são geridas perfeitamente" ,admitiu Yang.
"Mas nós temos dito às nossas empresas de se conformarem com o direito local", vincou o ministro.
Os dois ministros assinaram um acordo de cooperação, que prevê nomeadamente, um empréstimo à Namíbia de 2,5 milhões de euros.
Segundo as cifras da Câmara Namibiana de Comércio e Indústria, 27 sociedades chinesas estão actualmente activas na Namíbia nos domínios de trabalhos públicos, minas, engenharia, tecnologia de informação e nos serviços financeiros.
De acordo também com um relatório do Banco Mundial (BM) datado de Dezembro de 2011, pelo 35 mil chineses vivem na Namíbia, um país de dois milhões de habitantes.
A China é omnipresente em África, tanto nas empresas de exploração dos recursos minerais as de investimentos de infra-estruturas, estradas, comboios, energia.
Na Namíbia, a China concedeu esses últimos anos uma ajuda directa em construção de estradas, escolas e de hospitais nas regiões afastadas.