Kingakati (RDC) - O presidente Joseph Kabila, candidato às presidenciais de 28 de Novembro de 2011, fez quarta-feira numa localidade próxima de Kinshasa, um balanço "positivo" do seu mandato à frente da República Democrática do Congo (RDC), que pretende ver tornar-se um país "emergente", noticiou hoje (quinta-feira) à AFP.
O chefe de Estado, de 40 anos, saudou um "balanço que, sem falsa modéstia, é positivo", durante um discurso de uma hora e meia na sua fazenda de Kingakati, a cerca de 70 quilómetros da capital congolesa.
"Em cinco anos, fizemos avançar todo o Congo.Com o nosso concurso, para o essencial, cumpri com as minhas promessas", acrescentou, perante três mil pessoas membros da Maioria Presidencial (MP), reunidos num jango, segundo essa plataforma política que apoia a sua candidatura para um segundo mandato de cinco anos.
O Leste do país continua a ser uma região de instabilidade, devido a presença de grupos armados ainda activos.Não há "mais incêndio no leste, senão algumas escaramuças", garantiu o presidente.
Joseph Kabila fora eleito em 2006, com um programa nomeadamente assente na pacificação e na reconstrução de um país ruinado por duas guerras sucessivas (1996-1997, 1998-2003).
Sucedeu ao seu pai Laurent Désire Kabila, assassinado a 16 de Janeiro de 2001, após ter derrubado em 1997, o marechal Mobutu Sese Seko, que tinha reinado (1965-1997) sem partilha do poder sobre a antiga colónia belga.
"A reconstrução do país está belo e começou bem", afirmou Joseph Kabila, prometendo "fazer do Congo um país emergente".
Declinando as grandes linhas do seu programa se for reeleito, Kabila assume o compromisso de se engajar para fazer do país, "um polo de inteligência e de saber fazer, um viveiro da nova cidadania e da classe média, um celeiro agrícola, uma potência energética e industrial, uma terra de paz e do bem-estar, uma potência regional no coração de África".
"Esperamos fazer da educação e da formação da cidadania, a primeira das nossas prioridades", declarou, evocando nomeadamente"a formação aos valores republicanos e morais".
Lembrando que "sobre 80 milhões de hectares aráveis disponíveis, somente 11 milhões são actualmente cultiváveis", Kabila prometeu "uma importante transformação" do meio rural, "epicentro da pobreza".
Joseph Kabila, figura entre uma dezena de candidatos às presidenciais de Novembro de 2011.
Representante único da Maioria, aparece como favorito face a uma oposição dividida até então, com três principais candidatos, nomeadamente, Etienne Tshisekedi, 78 anos, que tinha boicotado as eleições de 2006, Vital Kemerhe, 51 anos, antigo presidente da Assembleia Nacional, que passou para a oposição em 2010, e Léon Kengo wa Dondo, 76 anos, actual presidente do Senado e antigo mobutista.
Pelo menos 32 milhões de eleitores são chamados ás urnas para as presidenciais e legislativas previstas para 28 de Novembro, e todas as duas numa só volta.