Rabat - O projecto de reforma da actual Constituição marroquina tem por objectivo "consolidar os pilares de uma monarquia constitucional, democrática, parlamentar e social", declarou o rei Mohammed VI em um discurso à nação pronunciado sexta-feira.
Este projecto de reforma será submetido a um referendo no dia 1 de Julho, segundo o soberano, que ressaltou que votará "sim".
Se o projecto for aprovado, o primeiro-ministro, que passará a se chamar "chefe de governo" e será responsável por dirigir o executivo, "será designado no seio do partido que vencer as eleições na Câmara de Representantes" do Parlamento marroquino, declarou o monarca.
Até agora, o rei do Marrocos podia escolher o Primeiro-ministro de sua conveniência.
Esta medida significa que o governo será eleito por "sufrágio universal directo", destacou o rei.
O novo chefe de governo terá a partir de agora "o poder de dissolver a Câmara de Representantes", indicou Mohammed VI.
Na Constituição actual, a dissolução das duas câmaras parlamentares era uma
prerrogativa reservada ao rei.
O monarca também anunciou que o poder judiciário será "independente em relação aos poderes executivo e legislativo, o que conforta a independência da justiça da qual somos fiadores".