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05-05-2011 0:18

São Tomé
Autoridades adjudicaram primeiro bloco da sua Zona Económica Exclusiva a empresa nigeriana

  

São Tomé - O primeiro bloco petrolífero da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe foi adjudicado a uma empresa nigeriana, anunciou quarta-feira a Agência Nacional de Petróleos são-tomense.  

 

 

Em comunicado enviado à Lusa, informa-se que o bloco em questão é o número três, com uma superfície de 4.228 quilómetros quadrados e localizado na Zona de Exploração A, da ZEE, adjudicado à Oranto Petroleum, "uma companhia nigeriana com operações desde 1991 e com uma presença activa em vários Blocos no Golfo da Guiné e na África Ocidental".  

 

 

A adjudicação decorreu de uma resolução do Conselho de Ministros são-tomense, publicada no passado dia 02.   

 

 

Recorde-se que no passado dia 13 de Abril, o ministro dos Recursos Naturais, Carlos Vila Nova, disse à Lusa que a decisão do Governo são-tomense seria anunciada no prazo de duas semanas e incidiria sobre quatro blocos.  

 

 

"Temos nesse momento o dossier compilado e encaminhado para o Conselho de Ministros. O próximo conselho não lhe sei dizer porque não tenho a data, se houver conselho esta semana este assunto será decidido, se houver na próxima semana, será na próxima. Portanto entre esta e a outra semana haverá certamente e esse assunto será decidido definitivamente", disse então o ministro.   

 

 

A primeira fase da avaliação técnica feita pela Agência Nacional de Petróleos ficou concluída em meados de Fevereiro e o relatório remetido ao Ministério dos Recursos Naturais.    

 

 

O leilão foi lançado em Março do ano passado e, após a abertura dos envelopes em Dezembro de 2010, o governo tinha prometido apresentar as conclusões em Março último.    

 

  Carlos Vila Nova justificou o atraso com a necessidade de "salvaguardar os interesses do país".     

 

  Na corrida estavam então, além da Oranto Petroleum, os consórcios AFEX Global, a OG Engineering S.A, e a Overt Energy.     

 

 

A AFEX Global apresentou proposta para o Bloco 2. O consórcio com sede em Londres envolve também o Banco Equador, de capital angolano, e outras empresas que operam em São Tomé e Príncipe.     

 

 

A OG Engineering S.A tinha como primeira opção o Bloco 3 e como alternativas os blocos 2 e 1 respetivamente. A Oranto Petroleum também manifestou interesse no Bloco 3, em primeiro lugar, e 6. A Overt Energy elegeu o Bloco 6, mas tinha igualmente propostas para os blocos 3 e 8.    

 

 

Recorde-se que a Equator Exploration e a ERHC já tinham exercido antes do lançamento do leilão o seu direito de preferência. A Equator escolheu os blocos 5 e 12 e a ERHC 4 e 11, tendo ido a leilão apenas 7 blocos nesta primeira fase.   






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