Abuja - As autoridades nigerianas se esforçam para restabelecer a ordem após os tumultos que causaram pelo menos 200 mortos no norte do país, maioritariamente muçulmanos, provocados pela vitória de Goodluck Jonathan, um cristão do sul, na eleição presidencial de sábado.
O grande opositor da eleição, o general Muhammadu Buhari, ex- chefe da junta militar nigeriana, exigiu o fim das violências denunciando graves fraudes eleitorais no sul cristão.
Mais de 200 pessoas morreram nos tumultos seguidos às presidênciais na Nigéria, afirmou quarta-feira uma ONG, enquanto o opositor Muhammadu Buhari, afirma ser vitima de um vasta manipulação dos resultados eleitorais informatizados, apelando o fim das violências.
"O balanço dos mortos ultrapassaram os 200 em toda a região, segundo informações recebidas pela Civil Rights Congress", declarou o chefe da ONG, Shehu Sani, evocando os tumultos que agitaram essencialmente o Norte da Nigéria, herdado e dominado pelos muçulmanos. Mais de mil pessoas foram presas na cidade de Kaduna, onde o recolher obrigatório de 24 sobre 24 horas continua em vigor, acrescentou.
As autoridades recusam-se a precisar o número de mortos para não atiçar as represálias entre muçulmanos e cristãos. Numerosos corpos foram também queimados ou deitados em valas, dificultando o balanço. A Cruz vermelha fez estado de mais de 400 feridos e cerca de 40.000 deslocados, refugiados nas casernas da polícia e do exército.
O cessar-fogo e as patrulhas militares haviam restaurado a calma na quarta-feira.
Principal candidato da oposição, o general Buhari, um muçulmano do Norte, alcançou 31% dos votos atrás do presidente cessante, Goodluck Jonathan, um cristão do Sul, região petrolífera mais rica. O vencedor do escrutínio de sábado obteve 57% dos sufrágios, segundo a Comissão eleitoral independente.