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30-03-2011 12:35

Líbia
Itália, Noruega e Rússia contrárias a armar os rebeldes líbios

Roma - Os governos da Itália e Noruega, dois países membros da coligação internacional responsável por proteger a população civil na Líbia, e o da Rússia manifestaram a sua oposição à possibilidade de armar os rebeldes líbios, ideia mencionada pelos Estados Unidos e a França para precipitar a queda de Mouammar Kadhafi.


              
"Armar os rebeldes seria uma medida controversa, uma medida extrema que certamente dividiria a comunidade internacional", declarou o porta-voz do ministério italiano das Relações Exteriores, Maurizio Massari.


              
"No que diz respeito a Noruega, entregar armas aos rebeldes líbios não é pertinente", afirmou a ministra norueguesa da Defesa, Grete Faremo.


              
Na Rússia, o chanceler Serguei Lavrov afirmou que nenhum país tem o direito de armar os rebeldes líbios.


   
"O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, declarou que a operação na Líbia foi planeada para proteger a população e não para armá-la. Nisto estamos totalmente de acordo", disse Lavrov.


   
A Rússia absteve-se na votação sobre a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que autorizou os bombardeios da coligação internacional contra a Líbia.

 

Terça-feira, a questão de armar os insurgentes líbios para provocar a queda de Kadhafi foi mencionada em Londres durante a reunião do grupo de contacto sobre a Líbia.


              
O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, declarou que o seu país está disposto a conversar com os aliados sobre uma ajuda militar para os rebeldes, mas reconheceu que isto não está previsto nas recentes resoluções da ONU.

 

Questionado a este respeito na terça-feira pelo canal NBC, o Presidente americano Barack Obama afirmou: "Não descarto. Mas não digo que será feito".






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