Roma - Os governos da Itália e Noruega, dois países membros da coligação internacional responsável por proteger a população civil na Líbia, e o da Rússia manifestaram hoje (quarta-feira) oposição à possibilidade de armar os rebeldes líbios, ideia mencionada por Estados Unidos e França para precipitar a queda de Muammar Kadhafi.
"Armar os rebeldes seria uma medida controversa, uma medida extrema que certamente dividiria a comunidade internacional", declarou o porta-voz do ministério italiano dos Negócios Estrangeiros, Maurizio Massari.
"No que diz respeito a Noruega, entregar armas aos rebeldes líbios não é pertinente", afirmou a ministra norueguesa da Defesa, Grete Faremo.
Na Rússia, o chefe da diplomacia Serguei Lavrov afirmou que nenhum país tem o direito de armar os rebeldes líbios.
"O secretário-geral da alkiança Atlãntica (OTAN), Anders Fogh Rasmussen, declarou que a operação na Líbia foi planeficada para proteger a população e não para armá-la. Nisto estamos totalmente de acordo", disse Lavrov.
A Rússia absteve-se na votação sobre a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que autorizou os bombardeamentos da coligação internacional contra a Líbia.
Terça-feira, a questão de armar os insurgentes líbios para provocar a queda de Kadhafi foi mencionada em Londres durante a reunião do grupo de contacto sobre a Líbia.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, declarou que o seu país está disposto a conversar com os aliados sobre uma ajuda militar para os rebeldes, mas reconheceu que isto não está previsto nas recentes resoluções da ONU.
Interrogado a este respeito terça-feira pelo canal NBC, o presidente americano Barack Obama afirmou que não descartava o aramento dos rebeldes. Mas não disse que será feito.