Maputo - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, afirmou hoje (sexta-feira) que o seu país se empenhará na preservação do trabalho e memória do pintor Malangatana pelo seu papel no aprofundamento das relações entre Portugal e Moçambique.
Em declarações à Lusa, após visitar a campa do pintor, na povoação de Matalane, província de Maputo, Luís Amado reconheceu o "exemplo extraordinário" que o foi o pintor Malangatana para as relações entre Moçambique e Portugal.
"Nós temos que preservar a imagem de Malangatana, porque é exemplo extraordinário de uma visão para as nossas relações, sobretudo, no aprofundamento das relações culturais e artísticas muito fortes que ele soube imprimir", afirmou Luís Amado.
O afecto que Malangatana nutria por Portugal, realçou o ministro português dos Negócios Estrangeiros, deixa ao país a responsabilidade de velar pelo legado que o pintor deixou, principalmente a preocupação pela formação das crianças e dos mais jovens.
"Era uma pessoa muito amada e muito respeitada por toda a sociedade cultural, académica e artística de Portugal. Todos se empenharão na ajuda e preservação da memória e do trabalho que vinha desenvolvendo", sublinhou Luís Amado.
Em Matalana, 60 quilómetros a norte de Maputo, o MNE luso, com a viúva a seu lado, visitou o centro cultural e residência do pintor, colocou uma coroa de flores na sua campa e ouviu o coro fundado pelo artista cantar alguns números evocando a sua vida e obra.
Malangatana Valente Ngwenya, o maior pintor moçambicano, morreu a 05 de Janeiro de 2011 em Matosinhos (Portugal), aos 74 anos.