Maputo - A FRELIMO, partido no poder em Moçambique, lamentou hoje (segunda-feira) a morte de Kim Jong-il, líder norte -coreano, lembrando que a Coreia do Norte "deu o seu apoio durante a luta de libertação nacional" contra o regime colonial português.
Reagindo à morte de Kim Jong-il, de 69 anos, no sábado, vítima de ataque cardíaco, o secretário - geral da FRELIMO considerou a notícia "uma tristeza" para o povo sul --coreano.
"Considerando as relações que existem ao nível estatal também sentimos pela perda", aliás, "temos relações comerciais com a Coreia (do Norte) e sabemos que a Coreia (do Norte) deu o seu apoio durante a luta de libertação nacional" de Moçambique (1964-74).
"É uma triste notícia. Sentimos o desaparecimento de qualquer ser humano. Qualquer um que morre é uma perda para todos nós. Neste caso é uma perda para o povo da Coreia (do Norte)", disse Filipe Paúnde.
Segundo a agência oficial de Pyongyang KCNA, Kim Jong-il morreu no sábado às 08H30 locais .
Um despacho da KCNA citado pela agência noticiosa norte-americana Associated Press explica que Kim Jong-il morreu na sequência de "uma grande fatiga mental e física" durante uma viagem de comboio.
O líder norte - coreano, que alegadamente padecia de diabetes e de problemas cardíacos, sofreu um ataque cardíaco em Agosto de 2008 e desde então circulavam vários rumores sobre o seu estado de saúde.