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07-11-2011 16:49

Congo/Ambiente
Início do programa de plantação e reflorestação para combate das alterações climáticas


Brazaville - A República do Congo pôs em marcha um plano de plantação e reflorestação para combater as alterações climáticas, que decorrerá durante dez anos e envolverá um milhão de hectares. 

 

 
   
Segundo o Congo - Site, portal dedicado a informação sobre o país africano, com uma extensão de 22 milhões de hectares e situado no segundo maior pulmão do mundo, a Bacia do Congo, o Presidente congolês, Denis Sassou N'Guesso, apresentou o Plano Nacional de Reflorestação (PRONAR) no domingo, em Yié, localidade a 60 quilómetros a norte da capital, Brazaville. 

 

 

Aproveitando a celebração da 25.ª edição do Dia Nacional da Árvore, o chefe de Estado congolês informou que o PRONAR começou com a plantação de mais de 166 mil árvores (eucaliptos, acácias e outras) por uma superfície de 110 hectares na localidade de Yié. 

 

 
   
"O Congo, como país de floresta, acredita que é necessário participar no combate mundial contra as alterações climáticas, na promoção de uma economia verde e no desenvolvimento sustentável", justificou o Presidente, na cerimónia.

 

 
  
Para além disso, acrescentou, o programa assenta na luta contra a pobreza, que alia ao combate contra as alterações climáticas. "É uma postura que o nosso país defende e que nos honra", declarou Denis Sassou N'Guesso. 

 

 
   
"Desde os anos 80 que comemoramos o Dia Nacional da Árvore, depois de termos aprovado uma lei, no Parlamento, que pretende que no dia 06 de Novembro de cada ano cada congolês, onde quer que esteja, plante uma árvore", recordou o Presidente.  

 

 

O PRONAR tem como objectivo diminuir a pressão humana sobre as florestas tropicais mediante a redução da desflorestação e, simultaneamente, a recuperação das terras não preparadas para cultivo, criando, assim, mais de 50 mil empregos rurais. 

 

 

O programa envolve os organismos públicos, mas também empresas privadas e associações da sociedade civil, igrejas e comunidades rurais. 

 

 
   
Segundo Rosalie Matondo, coordenadora do programa, o Congo considera que uma economia verde deve promover novas actividades económicas nas zonas rurais, entre as quais a indústria da madeira. 

 

 
   
Durante muitos anos, a indústria madeireira foi a principal actividade económica do Congo, antes de ser destronada pela produção de petróleo, em 1996. 

 

 

Actualmente, a madeira é o segundo produto de exportação do país, tendo como principais mercados de destino China, Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha e Itália. 

 

 
   
As florestas tropicais da República do Congo representam dez porcentos das selvas da Bacia do Congo, maior pulmão do planeta a seguir à selva da Amazónia (América Latina). 

 

 

O chefe de Estado congolês vai falar em nome do continente africano na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Meio Ambiente (Rio+20), que se vai realizar no próximo ano, no Rio de Janeiro (Brasil).

 

 






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