Cairo - O ministro líbio da Justiça, Mustafá Abdel Yalil, deixou o seu cargo "para protestar contra o uso excessivo da força contra os manifestantes" na Líbia, informou hoje (segunda-feira) um jornal líbio em sua edição on-line.
Assim sendo, o dirigente nacionalista russo, Vladimir Jirinovski, lançou hoje (segunda-feira) um apelo ao líder líbio Muammar Kadhafi para pôr fim ao derramamento de sangue e se refugie na Rússia.
Jirinovski acrescentou que o mundo árabe necessita de mudanças.
"As mudanças são inevitáveis. No mundo árabe e no Médio-Oriente tem lugar uma verdadeira revolução. A situação mudou e as pessoas não querem viver como viviam há 10, 20 ou 30 anos", lê-se num comunicado do Partido Liberal-Democrático, que cita as palavras do seu líder.
O dirigente nacionalista sublinha que Kadhafi fez muito pelo desenvolvimento do seu país, mas chegou a hora de outra via de desenvolvimento para a Líbia.
"Compreenda, as mudanças são irreversíveis. Agora, o principal consiste em travar a violência no país. Pense no futuro do seu Estado. Renuncie às tentativas inúteis de esmagar a onda popular", apelou Jirinovski.
"Proponho-lhe que venham viver definitivamente para Moscovo, convido-o sinceramente, como um caro hóspede", concluiu.
As autoridades russas continuam a afirmar que a situação na Líbia é estável, o que não torna premente a evacuação da dos cidadãos da Rússia desse país.
"As autoridades mantêm a ordem no país e, por enquanto, nada ameaça as várias centenas de russos na Líbia. Não se fala de qualquer evacuação extraordinária", declarou um funcionário da embaixada russa em Tripoli, citado pela agência Ria-Novosti.
Na Líbia trabalham cerca de 350 especialistas russos.