Paris - O eventual acolhimento pela França de uma parte dos 5.000 imigrantes tunisinos chegados clandestinamente na ilha italiana de Lampedusa será decidido em concertação a nível d União europeia (UE), declarou hoje (terça-feira) o ministro francês do Interior, Brice Hortefeux.
"Tomaremos decisões com o conjunto da Europa", respondeu à cadeia de televisão francesa LCI o ministro para a Imigração quando questionado se a França vai acolher uma parte destes imigrantes.
Segundo o presidente da câmara municipal de Lampedusa citado pela imprensa, a maior parte dos imigrantes deseja deslocar-se à França onde vive uma comunidade tunisina de 600.000 pessoas.
"Haverá reuniões a nivel da UE", disse Hortefeux sem precisar a data.
Uma reunião de ministros do Interior da UE está prevista para 24 de Fevereiro em Bruxelas.
Segundo o ministro, "a Itália não é capaz de acolher nesta ilha (a 138 Km da costa tunisina) tanta gente", sublinhando que as 5.500 pessoas vindas em três dias, de sexta-feira a domingo, "é o mesmo que em todo o ano passado nesta costa".
A Itália pediu oficialmente segunda-feira à Comissão europeia uma ajuda de 100 milhões de euros bem como o alargamento do papel da Frontex, a agência de vigilância das fronteiras europeias, face à vaga de imigrantes tunisinos.
Questionado sobre um eventual envio de reforços policiais à Tunísia para impedir este fluxo, Hortefeux recordou que o governo tunisino não se mostrou favorável, vendo nisso uma "ingerência nos seus assuntos" e um "atentado à sua soberania".