Moroni - A União Africana (UA), apadrinhou o acordo sobre a realização de eleições nas Comores, e apelou hoje (quinta-feira) à contribuições "suplementares" dos investidores de fundos no arquipélago com vista a reunir os apoios necessários a organização do escurtínio previsto para fim do corrente ano (2010).
Os Comorianos devem eleger em Novembro e Dezembro próximo o presidente do arquipélago e os governadores das três ilhas.
Falando em nome do Comité de acompanhamento criado pela UA, Mourad Taiati apelou o governo da União e seus parceiros a "um esforço suplementar para aumentar as suas contribuições".
"É desse financiamento que depende o desenrolar do processo eleitoral", declarou o diplomata tunisino numa conferência de imprensa em Moroni, a capital do arquipélago.
Somente 1,3 milhões de euros ja foram angariados há dois meses das eleições, de um orçamento estimado em 2,8 milhões de euros, segundo Taiati.
Os principais doadores de fundos dessas eleições são o governo comoriano, a União Europeia (UE), a Liga dos Estados árabes, a Organização da Francofonia, o PNUD e a França.
As partes comorianas assinaram em Junho um acordo sobre o calendário eleitoral, elaborado pela UA e que preve a realização de uma presidencial em Novembro e a eleição dos governadores das ilhas à partir de 07 de Novembro, com uma segunda volta prevista para 28 de Dezembro.
O acordo visa pôr fim a crise política que conhece o arquipélago, com o prolongamento do mandato do presidente, Ahmed Abdallah Sambi que ocorreu a 26 de Maio último, vivamente contestado pela oposição e a Ilha de Mohéli.
Em Março, Sambi havia prolongado o seu mandato até fins de 2011 no fim de uma reforma constitucional boicotada pela oposição visando harmonizar a eleição do presidente da União com a dos governadores.
O chefe de Estado continuou em função após 26 de Maio com o acordo do Tribunal constitucional por um "periodo temporário" até a organização de uma presidencial cuja data continua por fixar.