Mogadíscio - Um ataque suicida registado hoje (quinta-feira) no aeroporto de Mogadíscio, onde se encontrava dois emissários da UA e da ONU que não foram afectados, causou a morte de pelo menos dez pessoas, dos quais cinco assaltantes, soube-se de fontes concordantes.
Os dois diplomatas - o enviado especial da ONU para a Somalia, Augustine Mahiga, o respresentante da UA para a Somália, Boubacar Diarra - deixaram a capital somalí após o ataque, segundo um comunicado da presidência í.
Uma primeira viatura se lançou contra o camião que barra habitualmente a entrada do aeroporto e explodiu, explicaram testemunhas a AFP.
Um segundo carro, com pelo menos cinco assaltantes, tentou furar a cerca do aeroporto, mas foi imobilizado pelos tiros dos soldados da força da União Africana (Amisom) em ronda.
Muitos desses assaltantes foram saindo do carro atirando com armas ligerias. Um deles, que carregava um cinto de explosivos, que se fez explodir, ainda segundo as testemunhas.
Dois soldados da Amisom morreram durante o ataque, assim como um civil, indicou a AFP o porta-voz desta força, o major Ba-Hoku Barigye. Os cinco assaltantes morreram todos, ainda segundo o porta-voz.
Augustine Mahiga e Boubacar Diarra, igualmente chefe civil da Amisom, assim como um facilitador de Igad (Autoridade intergovernamental para o Desenvolvimento) Kipruto arap Kirwa se encontravam no aeroporto no momento do ataque, segundo um comunicado da presidência somalí.
Haviam mantido um encontro pouco antes com o presidente somalí, Sharif cheikh Ahmed, precisou esse comunicado, que não mencionou o ataque.
Os diplomatas sairam ilesos e puderam deixar Mogadíscio por avião as 14H30 minutos locais, segundo a fonte aeroportuaria.