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02-09-2010 17:47

São Tomé e Príncipe
Novos autarcas tomam posse

Bandeira de São Tomé e Príncipe
Bandeira de São Tomé e Príncipe

   
São Tomé - Os novos autarcas eleitos em 25 de Julho último tomaram posse hoje (quinta-feira) em cerimónias separadas realizadas em simultâneo nas capitais dos seis distritos da ilha de São Tomé.  


  
   
Em Água Grande, o principal município do arquipélago, a cerimónia foi presidida pelo ministro dos assuntos parlamentares e descentralização, Arlindo Ramos.   


  
  
O ministro Arlindo Ramos apelou aos autarcas para trabalharem "em permanente diálogo" destacando as primeiras acções dos novos poderes locais.  


  
  
"Restauração ao interior do mercado de todos os vendedores nos passeios, recolha de resíduos sólidos urbanos que proliferam por todo lugar, o estado intransitável de passeios da cidade de São Tomé e a institucionalização de uma polícia municipal", disse o governante são-tomense.  


  
 
"A nossa cidade capital reclama a intervenção urgente para devolver a  imagem que todos tínhamos", acrescentou, sublinhando ser "importante definir os objectivos com metas atingíveis".  


  
   
As eleições autárquicas de 25 de Julho passado ditaram vitória para o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) em quatro câmaras. Nomeadamente em Lembá, Lobata, Cantagalo e Caué.  


  
 
O partido Acção Democrática Independente (ADI), segundo mais votado nestas eleições, venceu o escrutínio nas duas câmaras mais importantes da ilha de São Tomé, nomeadamente Água Grande e Mé Zochi.  


  
  
Em cinco das seis câmaras municipais vão ser constituídos governos de coligação de poder local, porque nesses municípios nenhum partido conquistou a maioria absoluta.   


  
  
Apenas em Lembá, distrito mais ao norte da ilha de São Tomé, o MLSTP-PSD conquistou o poder com maioria absoluta, elegendo sete vereadores locais. 


  
 
O ministro Arlindo Ramos apelou aos novos autarcas que elaborarem uma "nova visão estratégia de gestão de recursos e disponibilidade" que permita "ao poder central desenhar um modelo de desenvolvimento coordenado e integrado". 


 

"Por estarem mais próximas às populações, os novos autarcas conhecem mais do que ninguém as suas demandas  (...) razão pela qual devem promover diligências necessárias no sentido de satisfazer gradualmente as populações no quadro das disponibilidades existentes", disse o ministro da descentralização.  


  
  
Ao todo, foram eleitos 55 autarcas, sendo 31 do MLSTP-PSD, 18 da ADI e seis do Partido da Convergência Democrática (PCD). 
 
     






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