Maputo - Três empresas concorreram à terceira operadora de telemóveis em Moçambique, uma delas a portuguesa PT, que passou à fase seguinte, de avaliação da proposta financeira.
Apesar de 22 empresas terem comprado o caderno de encargos, apenas três concorreram: a TMM, da Portugal Telecom (PT), a Movitel e a UNI-Telecomunicações, um consórcio constituído pelas empresas UNITEL SA (angolana) e pela Energia Capital SA. As três estavam conforme o regulamento e passaram à fase seguinte.
Segundo Américo Muchanga, director geral do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique, as propostas técnicas hoje conhecidas vão ser avaliadas nos próximos dois meses, se seguindo depois a abertura das propostas financeiras.
"Até final do ano vamos conhecer o terceiro operador", disse Américo Muchanga.
Actualmente, Moçambique tem duas operadoras de rede móvel: a MCel, que é controlada pela empresa estatal Telecomunicações de Moçambique, com quatro milhões de clientes, e a Vodacom, consórcio moçambicano e sul-africano, com 47 porcento da quota do mercado.
Há um ano, o Governo moçambicano autorizou a entrada de um terceiro operador de telefonia móvel para "responder à procura" dos clientes, sustentando que em Moçambique ainda "existem condições" para a entrada de um novo operador no crescente mercado.
Segundo dados do INCM, instituição reguladora do sector, mais de 27 porcento da população moçambicana já tem telemóvel, mas o mercado está em fase de crescimento.