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14-06-2010 10:41

Moçambique
Bachir coloca Moçambique em situação complicada

Maputo -  O antigo deputado da Frelimo, Amade Camal,  advertiu para as consequências para o partido, das alegações de narcotráfico feitas contra o empresário Momed Bachir Sulemane, influente membro e financiador daquela formação política.

 

Bachir Sulemane, lembre-se, já protestou a a sua inocência. Em entrevista à BBC, Amade Camal, também ele um homem de negócios, lamentou ainda a aparente inacção que se testemunha no país no combate ao tráfico de drogas.

 

“Mais do que manchada a Frelimo sai magoada. Porque é impossível não associar Bachir ao partido Frelimo dada as aparências que os vários líderes do nosso partido e do nosso governo fazem voluntariamente na comunicação social: colados ao Bachir.”

 

O ex-deputado e ainda membro da Frelimo, Amade Camal, e um assunto que, com reacções mais ou menos públicas, abalou o país e que não ficará por aqui: a acusação de um dos mais conhecidos empresários em Moçambique, Momed Bachir Sulemane é um ‘barão de droga’.

 

A indiciação é dos Estados Unidos da América, e prevê, entre outros, o congelamento naquele país de activos do homem que muito recentemente terá doado cerca de oitocentos mil dólares a que é normalmente descrito como o ‘partido do seu coração’, a Frelimo.

 

As implicações são enfim de vária ordem, como concorda Amade Camal, antigo Deputado da Frelimo.

 

"Isto vai complicar a vida do Bachir. Os seus vários cartões de crédito já 'foram à vida' e a dependência económica do país põe-nos em situação complicada.”

 

Esta não é a primeira vez que Moçambique vê o seu nome no centro de alegações relacionadas com o narcotráfico. Vários estudos têm ao logo do ano, referindo-se a este país com um importante entreposto de redes internacionais.

 

“Existe corrupção e falta de meios por parte dos bons polícias, sem meios para combater gente poderosa com cumplicidade politica na nossa sociedade.”

 

Entretanto de referir que o empresário, Momed Bachir Sulemane, rejeitou totalmente as acusações de narcotráfico feitas contra si pelos Estados Unidos da América. O Departamento do Tesouro daquele país não apresentou até aqui quaisquer provas, embora insista que a indiciações é o resultado de uma investigação aturada

 






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