Maputo - O Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, exigiu hoje, sexta-feira, resultados "tangíveis" a polícia luta à criminalidade no país, exortando a corporação a actuar com respeito pelos "princípios, regras e procedimentos da nobre profissão".
Armando Guebuza sublinhou ainda a importância da "deontologia e da ética" na polícia, quando falava na cerimónia de graduação de mais de 100 estudantes da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL) de Moçambique, a única instituição de ensino que forma quadros superiores da polícia no país.
"O exercício da actividade policial é orientado por regras estabelecidas. De entre essas regras podemos referir-nos ao sentido de hierarquia, aos comandos legais e às ordens", referiu o chefe de Estado moçambicano.
O sentido de unidade nacional deve também nortear a conduta dos membros da polícia moçambicana, porque, segundo Armando Guebuza, "um polícia serve a corporação em qualquer espaço do território nacional e sente-se moçambicano e entre moçambicanos, esteja onde estiver".
A ACIPOL, que se recusou a divulgar aos jornalistas o número exacto de polícias hoje graduados por a matéria constituir "segredo de Estado", existe desde Setembro de 2000, formando quadros para a polícia moçambicana, mas também para outros países, como Angola e Timor-Leste.
Desde a sua entrada em funcionamento, a ACIPOL tem contado com o apoio da cooperação portuguesa, como também de Espanha e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Portugal tem apoiado a ACIPOL em termos de assessoria, mas também dando assistência em material bibliográfico. Dois oficiais formadores têm estado em permanência na academia, prestando apoio na formação em áreas temáticas.
Desde Fevereiro de 2010, foram assassinados cinco polícias em Maputo.