Cairo - Vinte e quatro pessoas foram feridas durante os confrontos entre cristãos e muçulmanos na província de Mersa Matrouh,
no norte de Egipto, soube-se hoje, sábado, junto de um serviço de segurança.
Vinte pessoas, entre muçulmanos e coptas, membros da comunidade cristã do Egipto, foram detidos, acrescentou.
Os confrontos eclodiram sexta-feira quando os muçulmanos puseram-se a lançar pedras contra os trabalhadores que construíam edifícios cristã, pensando que era uma igreja.
Os coptas dizem que construiam um muro de protecção de um hospício, declarou o responsável dos serviços de segurança.
"Pelo menos 400 pessoas estão implicadas nos distúrbios. Vinte pessoas foram detidos, de fé muçulmana e cristã, e 24 deles ficaram feridas", declarou.
"As forças de segurança foram desbobrados em número e continuou toda a noite no local para evitar novos copnfrontos", acrescentou.
Os coptas são a mais importante comunidade cristã do Médio-Oriente. O seu número é estimado entre seis a 10 porcento, dos 80 milhões de Egípcios.
Eles queixam-se de discriminação e de abusos sistemáticos.
Nos termos da Constituição, são considerados como iguais os muçulmanos e os coptas, mas esses últimos devem obter uma autorização presidencial para construir igrejas e a anuência do governador para poder renová-la.
Muçulmanos tinham morto seis coptas e um polícia muçulmano a 6 de Janeiro de 2010, à véspera do Natal copta, no sul Egipto. O processo de três suspeitos junto do Supremo Tribunal de Segurança de Estado de Qena (Alto-Egipto) está em curso.