Dakar - Várias centenas de trabalhadores, entre os quais várias mulheres, que prestam serviço nas bases francesas instaladas
no país, manifestaram-se insatisfeitos, quinta-feira, pelo anúncio de encerramento dessas instalações, anunciou hoje (sexta-feira) a AFP.
Com a retirada dos militares franceses, os trabalhadores senegaleses temem perder o seus empregos e, por isso apelam ao governo "salvaguardar" os cerca de três mil postos de trabalho.
" A França e o Senegal devem renegociar o seu acordo de defesa. Se nós perdermos os nossos empregos, quem nos vai sustentar ?", interrogou-se Ndiouga Wade, o responsável do sindicato nacional do pessoal civil senegalês das bases francesas no Senegal.
O governo senegalês anunciou a 19 de Fevereiro, que encerraria as bases francesas ao "abrigo de um acordo que será assinado antes de 04 de Abril", com a França.
" Nós interpelamos o presidente da República do (Senegal), Abdoulaye Wade, para que reflicta pelas consequências sociais sobre uma "eventual retirada dos militares franceses", indicou Modi Guiro, responsável da central sindical, do qual estão filiados os trabalhadores senegaleses.
Segundo uma fonte da Embaixada francesa em Dakar, as bases francesas no Senegal garantem actualmente emprego a pelo menos "três mil civis" senegaleses, dos quais 400 são pagos directamente pelo exército francês.
O impacto económico dessa presença no Senegal pode ser estimado em "entre 25 e 30 milhões de euros", segundo uma fonte militar francesa na capital senegalesa.