Indique este Site | Adicionar aos Favoritos | Sua Página Inicial  
11-03-2010 7:34

Nigéria
Situação de segurança continua a preocupar residentes das aldeias

Abuja - A polícia nigeriana afirma que 49 indivíduos  foram acusados de assassínio depois da violência do passado  fim-de-semana, em redor da cidade de Jos, reporta hoje (quinta-feira a  BBC.

 

A maior parte dos acusados são muçulmanos do grupo Fulani e o número  dos detidos ascende aos 200.

 

Embora informações anteriores tenham dado conta de mais de 500 mortos,  a polícia disse agora que tais números eram falsos e que se tratava apenas  de pouco mais de uma centena.

 

Mas o correspondente da BBC, numa das aldeias afectadas, referiu que só  nessa localidade tinham sido mortas mais de 100 pessoas.

 

A polícia no centro da Nigéria deu conta que afinal o número de mortos é  de 109. O chefe da polícia regional, Ike-chukwu Aduba, afirmou que os dados divulgados anteriormente de 500 mortos tinham sido  inventados.

 

Aduba disse que os suspeitos que foram detidos tinham confessado a sua  participação nos ataques de domingo:

 

"Eles concordaram, disseram que sim, que tinham levado a cabo este  ataque, que tinham assassinado pessoas... E alguns deles eram voluntários,
outros foram pagos."

 

Questões sobre a forma como a violência aconteceu continuam a ser  colocadas, uma vez que a área estava sob a imposição de um recolher
nocturno obrigatório.

 

Gangs armados atacaram aldeias cristãs e segundo a correspondente da BBC numa das aldeias afectadas, provocaram centenas de mortos.

 

Os sobreviventes dão conta que foram deixados sem defesa e a nossa  correspondente disse que à medida que passava pela aldeia de
Dogo-Nahawa, nos arredores de Jos, não avistou quaisquer militares mas  apenas dois polícias.

 

A aldeia está sujeita a novos ataques e as pessoas vivem com medo que tal  aconteça.

 

As pessoas estão a começar a tomar controlo da própria segurança ao organizarem grupos de jovens que afirmam que se as autoridades não os
podem proteger, eles protegem-se a si próprios.

 

O Papa Bento XVI denunciou a violência como atroz e apelou a líderes  civis e religiosos que se esforcem por manter a segurança e para uma
co-existência pacífica.

 

A violência seguiu-se a confrontos em janeiro também em redor de Jos, que  provocaram a morte a mais de 300 pessoas, a maior parte das quais
muçulmanas.

 

O estado de Plateau, no centro da Nigéria, situa-se entre o sul cristão e o  norte muçulmano.

 

Mas embora se trate de uma disputa entre muçulmanos e cristãos, analistas  dizem que as causas subjacentes são sobretudo económicas e políticas.






 Imprimir    Indicar
Últimas Notícias
6:42 - Grupo terrorista promete executar refém em seu poder
0:41 - Kumba Ialá pede desculpa ao povo guineense pelos erros do passado
0:35 - Autoridades pedem extradição de filho de Gaddafi ao Niger
0:28 - Um ano depois da queda de Mubarak egípcios exigem fim do regime militar
22:31 - Sul-africanos terão novas notas com imagem de Nelson Mandela
22:27 - Preso suspeito pelo atentado que matou 44 cidadãos
13:47 - Saadi Kadhafi promete regressar ao país -Al-Arabiya
10:49 - Povo indiferente está com a adesão do seu país ao espaço lusófono - escritor
9:50 - Pelé empresta sua imagem a campanha contra o SIDA África
6:36 - Decretada prisão preventiva do director da Cadeia de São Vicente
TPA - Televisão Pública de Angola
RNA - Rádio Nacional de Angola
Jornal de Angola
© 1997 - 2008 Angop. Todos os direitos reservados.