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12-03-2010 14:12

África
Presidente tanzaniano defende modernização de linhas férreas no continente

Angop/Foto divulgação
Mapa de áfrica
Mapa de áfrica

 

 

Dar es Salaam (Tanzânia) - Os países da África Austral e Oriental decidiram criar uma imensa zona de livre troca do Egipto à África do Sul, "mas sem uma rede fiável de caminhos-de-ferro a nossa ambição seria difícil atingir", afirmou quinta-feira o Presidente tanzaniano, Jakaya Mrisho Kikwete.


"O nosso desejo de constituir um mercado único não será realizado sem vastas redes de caminhos-de-ferro que ligam Alexandria à Cidade do Cabo", indicou Kikwete na abertura duma conferência regional de dois dias sobre a reabilitação das redes de caminho-de-ferro defeituosas nos países membros da Comunidade dos Estados da África Oriental (EAC).


Organizada pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a conferência registou a participação de operadores de caminhos-de-ferro, membros do Governo, parceiros de desenvolvimento e representantes do sector privado.


Ela tem como objectivo analisar um plano director dum montante de 20 biliões de dólares americanos para a modernização dos caminhos-de-ferro existentes e a criação de novas redes ferroviárias que vão ligar o Burundi e o Ruanda aos portos da África Oriental.


"A actual rede regional está vetusta e imprópria para responder às nossas necessidades actuais. Ela deve ser modernizada e alargada de maneira urgente", insistiu Kikwete.


Uma parte da rede foi construída entre 1805 e 1914 na Tanzânia pelos colonos alemães da Deutsche Ostafrika (Dutch East Africa), que compreendia o Burundi e o Ruanda como uma única colonia.


O Govero colonial britânico construiu igualmente a linha férrea que liga o porto de Mombassa, no Quénia, a Kampala, no Uganda, entre 1896 e 1931.


Descrevendo as redes ferroviárias como a base duma integração regional, o Presidente tanzaniano exortou os participantes na conferência a fazer propostas pertinentes sobre as vias e os meios de modernizar as linhas férreas com uma opção para os carris com grande distância em vez dos estreitos que limitam as capacidades de transporto de mercadorias.


O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) confirmou um crédito de oito milhões e 500 mil dólares americanos para financiar um estudo de viabilidade sobre a extensão da rede ferroviária tanzaniana para ligar as capitais do Burundi e do Rwanda.






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