Nouakchott – O presidente mauritaniano Mohamed Ould Abdel Aziz abordou hoje (terça-feira) com o ministro senegalês das Forças armadas, Abdoulaye Baldé, a segurança das fronteiras comuns após o restabelecimento por Nouakchott das passagens obrigatórias para melhor controlo da emigração clandestina para a Europa.
“Abordamos com o presidente (mauritaniano) questões de interesse comum que estão ligadas à defesa nacional bem como a gestão da fronteira comum e de todos os flagelos que possam gravitar a volta desta fronteira”, afirmou Abdoulaye Bladé após uma audiência com Ould Abdel Aziz.
O governo mauritaniano fixou recentemente 35 pontos de passagem obrigatórias sobre as suas fronteiras terrestres com os seus vizinhos nomeadamente o Senegal para fiscalizar as entradas em seu território no quadro da segurança das populações e do país”.
A Mauritânia é utilizada como pontos de passagem por numerosos candidatos à emigração clandestina para a Europa. No decurso dos últimos três anos sofreu uma série de ataques mortíferos e raptos levados a cabo pelo movimento da Al-Qaeda no Magheb islâmico Aqmi).
Cinco europeus – três espanhóis e dois italianos - raptados no final de Novembro e meados de Dezembro na Mauritânia estão agora detidos no norte do Mali pelo Aqmi.
O ministro afirmou ter entregue ao presidente Ould Abdel Aziz uma mensagem do seu homólogo senegalês Abdoulaye Wade que “se inscreve no quadro das relações de amizade seculares e de boa vizinhança entre os dois povos” mauritaniano e senegalês.
A fronteira entre a Mauritânia com o Senegal é muito “vulnerável”, segundo especialistas.
Todo o rio Senegal, que separa os dois países, estava segundo eles (especialistas) transformado em pontos de passagem, de uma parte e de outra das aldeias costeiras que mantêm trocas comerciais.