Praia - No navio sequestrado a semana passada, ao largo da costa da Somália, seguia à bordo um dos tripulantes com a nacionalidade cabo-verdiana, anunciou hoje(quinta-feira) o diário digital local "Asemana".
Trata-se de uma embarcação com a bandeira do Quénia, mas que tem ao seu comando um português de nacionalidade espanhola.
O sequestro aconteceu na semana passada, enquanto pescavam no Oceano Indico. Na tripulação em que se inclui este cabo-verdiano estão mais dez cidadãos quenianos, um espanhol (o capitão, de origem portuguesa mas com nacionalidade espanhola e residência em Vigo), um polaco, um namibiano e dois senegaleses.
Os homens foram "recrutados" na Galiza, de onde é originária a empresa - a Malaca Shipping - que comercializa o pescado capturado pelo "Sakoba".
O navio opera desde 2005 em águas do Quénia e da Tanzânia, com bandeira e licenças quenianas. A empresa armadora, a East Africa Deep Fishing, também é do Quénia.
Segundo o Jornal de Notícias, o sequestro foi comunicado na passada segunda-feira pelo comando da "Operação Atalanta", a missão da União Europeia de combate à pirataria.
De acordo com um responsável do Programa de Assistência aos Marinheiros da África Oriental, Andrew Mwangura, é provável que os piratas venham a utilizar o "Sakoba" como navio-mãe para levar a cabo ataques a outras embarcações.
Este responsável não soube precisar o local onde o pesqueiro foi sequestrado, acrescentando, porém, que um responsável da companhia que opera o palangreiro estava a caminho do Quénia para negociar a sua libertação.
O "Sakoba" opera desde 2005 em águas do Quénia e da Tanzânia, com bandeira e licenças quenianas. A empresa armadora, a East Africa Deep Fishing, é do Quénia ainda que o pescado (peixe-espada, tubarão e espadarte) seja comercializado por uma empresa de Vigo, a Malaca Shipping.
Apesar do navio ter tido anteriormente bandeira espanhola, navega agora sob bandeira do Quénia, o que levou o Governo espanhol a não activar a sua célula de crise prevista para casos semelhantes, embora tenha anunciado que está disponível para prestar o apoio diplomático que seja necessário.
Os piratas da Somália intensificam a sua actividade entre finais de Fevereiro e Abril, período em que os ventos da monção ajudam as pequenas embarcações a abordar os grandes navios que passam no golfo de Aden.