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11-03-2010 4:26

Quénia
IGAD aposta na aplicação do acordo de paz no Sudão


Nairobi - Os chefes de Estado e de Governo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) instaram os signatários do Acordo de Paz Global sudanês a continuarem envolvidos na resolução de questões pendentes.

 

Reunidos terça-feira em Nairobi, no Quénia, para uma cimeira extraordinária sobre o processo de paz no Sudão, eles pediram-lhes para se esforçarem particularmente para terminar a delimitação da fronteira norte-sul de Abuei e o redesdobramento de forças.

 

Eles pediram-lhes igualmente para concluirem a integração das unidades mistas, criarem comissões de consulta popular sobre o referendo no Sul-Sudão e de Abyei nos Estados do Sul de Kordofan e do Nilo Azul.

 

Os líderes dos países da IGAD instaram igualmente o Governo sudanês e outros signatários do acordo a garantirem o levantamento de todos os obstáculos e eleições livres e transparentes.

 

Eles pediram ao Conselho de Ministros da organização para trabalhar em colaboração com as duas partes signatárias do acordo para conceder um apoio técnico à demarcação fronteiriça e ao estabelecimento das comissões do referendo até Maio próximo.

 

Eles congratularam-se com o compromisso das partes de iniciar imediatamente negociações sobre as disposições de pós-referendo e reafirmaram o apoio constante da IGAD ao processo de paz.

 

Eles pediram igualmente ao Secretariado da IGAD para abrir imediatamente uma representação de ligação em Juba, capital do Sul-Sudão, a fim de acompanhar a aplicação do acordo de paz e tomar disposições necessárias para supervisionar as eleições gerais previstas para Abril próximo no Sudão.

 

A cimeira extraordinária da IGAD realizou-se na presença dos Presidente do Quénia, Mwai Kibaki, do Uganda, Yoweri Museveni, do Djibuti, Ismäel Omar Guelleh, dos primeiros- ministros da Etiópia, Meles Zenawi, da Somália, Omar Ali Sharmarke, dos Vice-Presidentes do Sudão, Salva Kiir e Ali Osman Taha, do secretário-geral adjunto da Liga Árabe, Ahmed
Benhelli, e do presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping.






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