Kinshasa - O governo da República democrática do Congo (RDC), confirmou quinta-feira em Kinshasa, o seu pedido de retirada progressiva da Missão da ONU na República democrática do Congo (Monuc), e felicitou o excelente trabalho por si desenvolvido, noticiou hoje (quinta-feira), a France Press (AFP).
"Numa altura em que o governo (da RDC), projecta a retirada progressiva da Monuc, ele anuncia a sua convicção de que o engajamento dessa missão no nosso país, conheceu um final honroso ", afirmou o ministro congolês da Comunicação, Lambert Mende, durante uma conferência de imprensa.
Essa retirada, será "um corolário de todo um trabalho bem feito e que terá sido o grande mérito de nos ajudar a terminar uma guerra que pretendia apagar o nosso país do mapa do mundo ", acrescentou Mend, que é igualmente porta-voz do governo.
No termo de uma visita realizada a 03 de Março na RDC, pelo Secretário geral adjunto da Onu encarregue das operações de manutenção de paz, Alain Leroy, evocou-se essa hipótese das autoridades congolesas para a retirada da Monuc, sem precisar data.
O governo de Kinshasa estima que a "evolução da situação na RDC durante esses últimos quatro anos da existência da Monuc, de 1999/2003, permitiram aferir que os primeiros objectivos acometidos a essa missão foram alcançados: A guerra de 1998 teve um bom desfecho".
Segundo o porta-voz governamental, a configuração do mandato da Monuc, a mais importante força de manutenção de paz no mundo com cerca de 19 mil capacetes azuis, permitirá "ao Estado e as suas infra-estruturas jogar um papel de maneira adulta e responsável", mesmo que o seu país espera ainda por ela.
"A missão da Monuc que se dispõe indubitavelmente de capacidades reconhecidas poderá ser proposta para contribuir na consolidação das instituições públicas congolesas ", disse a concluir o governante.