Luanda - A poetisa são-tomense, Alda Neves da Graça do Espírito Santo, faleceu hoje (terça-feira) em Luanda, aos 83 anos, vítima de prolongada doença, soube a Angop de fonte oficial.
Alda do Espírito Santo foi poetisa, líder nacionalista, presidente da União nacional dos Escritores e Artistas são– tomenses, ex-presidente da Assembleia nacional, e ex-titular da Educação e Cultura e da Informação.
A representação diplomática em Luanda, informa que estará aberto o livro de condolências na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA).
Por ocasião do infortúnio, o governo de São Tomé e Príncipe decretou hoje cinco dias de luto nacional.
Carlos Gomes, porta-voz do governo são-tomense, disse aos jornalistas que foi criada uma comissão composta pelos titulares da Comunicação Social, Juventude e Desportos, Assuntos Parlamentares e da Educação e Cultura, encarregue de preparar as exéquias fúnebres da malograda, cuja data do seu funeral ainda não foi divulgada.
Na sequência do seu desaparecimento físico, os deputados lusófonos reunidos em Lisboa, na Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), observaram hoje um minuto de silêncio.
Jaime Gama, presidente da Assembleia da República portuguesa, lamentou a perda da poetisa, acrescentando que Alda Espírito Santo escreveu "uma das mais belas páginas da literatura escrita em português".
Autora do hino nacional de São Tomé e Príncipe , Alda do Espírito Santo criou a primeira geração de jornalistas do País e a União de Escritores e Artistas são-tomenses.
Foi também uma conceituada poetisa, tendo os seus poemas aparecido nas mais variadas antologias lusófonas, bem como em jornais e revistas do seu país, Angola e em Moçambique.
Nascida em Abril de 1926, Alda do Espírito Santo, também conhecida por Alda Graça, é uma figura emblemática da luta pela independência de São Tomé e Príncipe.