Jos - O exército nigeriano está a patrulhar hoje (terça-feira), as aldeias da região de Jos (centro), onde a situação continua tensa dois dias após os massacres perpetrados por criadores muçulmanos contra fazendeiros cristãos, que causaram pelo menos 500 mortos, noticiou a France Press (AFP).
Apesar da calma aparente, a tensão continua extremamente tensa nessas aldeias, que desde de domingo estão a enterrar os seus mortos, dos quais várias mulheres e crianças.
Segundo uma fonte militar, um soldado foi morto segunda-feira em Bukuru, há 20 quilómetros de Jos, quando tentavam acalmar jovens cristãos que planificavam uma represália.
" Nós abandonamos a nossa aldeia de Tin-Tin que poderá ser o próximo alvo ", explicou Patrícia Silas, uma mulher de 30 anos, transportando o seu bebé ao colo.O exército foi enviado aquela região, declarada desde domingo em estado de alerta máxima sob as ordens do presidente interino Goodluck Jonathan.
Entretanto, face as acusações de passividade, as autoridades nigerianas anunciaram ter detido 95 pessoas suspeitas de terem participado dos massacres, segundo uma fonte oficial.
O presidente interino Goodluck Jonathan, demitiu o seu conselheiro para a segurança, o general Sarki Muckhtar, segundo um comunicado publicado segunda-feira, no termo de uma reunião do Conselho de segurança nacional realizada em Abuja.
A região do Estado de Plateau, situada entre o norte da maioria muçulmana e o sul da maioria cristã, é regularmente sacudida por violência religiosa ou étnica.