Douala - O ministério público de Paris considerou improcedente uma queixa contra o presidente camaronês, Paul Biya, por "encobrimento de desvios de fundos públicos" apresentada por uma associação de camaroneses residentes em França, soube-se hoje (quinta-feira) de fonte judiciária.
O Conselho dos Camaroneses na Diáspora (CCD) apresentou queixa em Paris a 02 de Fevereiro de 2010 contra Biya, acusando-o de ter constituído em França um património imobiliário financiado com fundos públicos desviados.
A queixa foi finalmente considerada improcedente, devido fundamentalmente a imunidade que beneficia o chefe de Estado camaronês, segundo a fonte.
Segundo os queixosos, o património adquirido em França por Biya, que dirige os Camarões desde 1982, atinge várias centenas de milhões de euros.
O CCD tem a possibilidade de apresentar nova queixa com constituição de parte civil directamente junto dos juízes de instrução do Tribunal de Primeira Instância (TGI) de Paris.
A queixa do CCD está ligada a outras apresentadas nos últimos dois anos por várias associações como a Transparency international visando três chefes de Estado africanos, nomeadamente, Denis Sassou Nguesso do Congo, Teodoro Obiang Nguema, da Guiné Equatorial e o defunto chefe de Estado gabonês, Omar Bongo.
Os juízes de instrução do TGI, Frnaçoise Desset, deu o seu sinal verde em Maio de 2009 à abertura de uma informação judiciária após a apresentação dessas queixas, mas o tribunal remeteu para órgaão judicial de apelação de Paris.