Cairo - Sete monumentos dos séculos XVII e XVIII das épocas mameluca e otomana, restaurados ao longo de cinco anos, rebrilham a partir de hoje (terça-feira) no Cairo, a "cidade dos mil minaretes", empenhada em lavar a cara do seu legado.
Limpas, sem o pó que cobre outros monumentos da capital egípcia, quatro mesquitas, um "sabil" (edifício onde se oferecia água) e duas escolas corânicas foram inaugurados hoje(terça-feira) pelo ministro da Cultura, Faruk Hosni, e pelo secretário geral do Conselho Supremo das Antiguidades (CSA), Zahi Hawas, segundo informa a agência EFE.
Os monumentos restaurados recuperam o legado dos mamelucos, a casta de guerreiros que dominou o Egito entre 1250 e 1517, e do Império Otomano, de que o país do Nilo fez parte até ao século XX.
A recuperação destes edifícios custou 4 milhões de euros e foi feito por uma equipa de arqueólogos, engenheiros e arquitectos do CSA.
As mesquitas poderão ser usadas para culto e a respectiva gestão será feita pelo Ministério dos Assuntos Islâmicos. Antes do restauro, estavam em ruínas e a sua arquitectura estava escondida por baixo da vegetação.