Bissau - O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje (segunda-feira) que as investigações aos assassínios do ex-Presidente "Nino" Vieira e do chefe das Forças Armadas prosseguem, mas a comissão de inquérito internacional ainda não começou a trabalhar.
"Há uma comissão de inquérito que está a ser presidida pelo Procurador-Geral da República, mas a comunidade internacional se ofereceu para realizar uma comissão de inquérito internacional", disse Carlos Gomes Júnior, durante uma conferência de imprensa.
"Nós imediatamente demos a nossa anuência, o Secretário-geral da ONU respondeu em Julho, sugerindo que a comissão fosse assistida pela União Africana (UA), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental", referiu.
"Nós demos a nossa anuência mas estamos até agora à espera que seja posta na prática", sublinhou o chefe do executivo guineense.
Segundo Carlos Gomes Júnior, as investigações a nível interno prosseguem, mas uma "comissão desta envergadura tem custos e através da assistência da ONU pensamos que a comissão vai continuar os seus trabalhos".
O antigo Presidente "Nino" Vieira foi assassinado na sua residência em Bissau, a 02 de Março de 2008, horas depois de o chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié ter sido morto num ataque à bomba.