Indique este Site | Adicionar aos Favoritos | Sua Página Inicial  
09-02-2010 17:30

Guiné-Bissau
Processos dos assassínios de Nino Vieira e Tagmé Na Waié vão ter acusados, confia directora PJ

Angop/Arquivo
Bandeira da Guiné Bissau
Bandeira da Guiné Bissau

 

 
Lisboa - A directora-geral da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, Lucinda Barbosa, disse hoje, terça-feira, em Lisboa, que as investigações aos assassínios do antigo Presidente João Bernardo "Nino" Vieira e do chefe das Forças Armadas "estão avançadas", mostrando-se confiante que o processo vai formular acusações. 


"Está a ser investigado. São crimes que não são de natureza simples. Entretanto, a Polícia Judiciária fez o trabalho, um está praticamente concluído e um outro ainda está por investigar", adiantou à agência Lusa Lucinda Barbosa, quando indagada sobre o inquérito às mortes do antigo Presidente da Guiné-Bissau "Nino" Vieira e do chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié. 


A responsável guineense, que se encontra em Portugal à convite do director nacional da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, Almeida Rodrigues, não especificou qual dos dois inquéritos está em fase de conclusão. 


No entanto, manifestou-se convicta de que a Polícia Judiciária da Guiné-Bissau vai receber "o apoio tanto da parte política como da Procuradoria-Geral da República no sentido de facilitar os constrangimentos que teve para concluir uma dessas investigações". 

 

"As investigações estão avançadas. Como disse, uma está praticamente concluída e outra está por concluir. As autoridades e os superiores vão tomar conhecimento e estarão possivelmente em condições de apoiar a PJ para podermos realmente levar avante essa investigação", acrescentou. 


Lucinda Barbosa escusou-se referir quais foram as limitações que a Polícia Judiciária guineense enfrentou nas investigações, mas disse estar convencida de que o processo vai formular acusações. 

 

"Eu acho que sim, mas isso não depende da nossa estrutura, mas sim do Ministério Público", realçou. 


Um dos principais entraves à investigação ao assassínio de 'Nino' Vieira tem sido o facto de as autoridades judiciais guineenses não terem, até ao momento, podido inquirir a viúva do ex-Presidente, Isabel Vieira, que deixou a Guiné-Bissau após o funeral do marido. 

 

Isabel Vieira, presumível testemunha do homicídio, em 02 de Março de 2008, é considerada pelo Ministério Publico da Guiné-Bissau "peça chave das investigações".  


"É óbvio. É óbvio para a descoberta da verdade material. É nossa convicção que deve ser ouvida. Ela pode testemunhar porque esteve presente", afirmou, na altura, o antigo Procurador-Geral da República (PGR) da Guiné-Bissau, Luís Manuel Cabral. 


Lucinda Barbosa confirmou à Lusa que a PJ guineense tem vindo a receber ajuda internacional para encontrar os responsáveis da morte de Nino' Vieira - assassinado na sua residência em Bissau, em Março de 2008 -, horas depois do general Tagmé Na Waié ter sido morto num ataque à bomba. 


"Houve e continuamos a ter cooperação do FBI [Federal Bureau of Investigation]: eles apoiaram-nos bastante desde a primeira hora, principalmente na recolha dos vestígios e no tratamento dessas análises", explicou a responsável.

 

 






 Imprimir    Indicar
Últimas Notícias
6:42 - Grupo terrorista promete executar refém em seu poder
0:41 - Kumba Ialá pede desculpa ao povo guineense pelos erros do passado
0:35 - Autoridades pedem extradição de filho de Gaddafi ao Niger
0:28 - Um ano depois da queda de Mubarak egípcios exigem fim do regime militar
22:31 - Sul-africanos terão novas notas com imagem de Nelson Mandela
22:27 - Preso suspeito pelo atentado que matou 44 cidadãos
13:47 - Saadi Kadhafi promete regressar ao país -Al-Arabiya
10:49 - Povo indiferente está com a adesão do seu país ao espaço lusófono - escritor
9:50 - Pelé empresta sua imagem a campanha contra o SIDA África
6:36 - Decretada prisão preventiva do director da Cadeia de São Vicente
TPA - Televisão Pública de Angola
RNA - Rádio Nacional de Angola
Jornal de Angola
© 1997 - 2008 Angop. Todos os direitos reservados.