Cartum - A missão dos Capacetes Azuis no Tchad e na República Centro-Africana (MINURCAT) foi considerada hoje, terça-feira, de um "fracasso", pelo presidente tchadiano Idriss Deby Itno durante a sua visita ao Sudão, para justificar o pedido de não-renovação deste contigente de paz.
"A hora actual, no meio do percurso, Minurcat não foi operacional e Minurcat não será operacional, nem mesmo se lhes demos agora um ano", declarou Deby durante uma conferência de imprensa conjunta com o presidente sudanês, Omar el-Béchir, no aeroporto de Cartum, no termo da sua visita ao Sudão, desde 2004.
A parte civil da missão de paz "tinha por missão de proceder a identificação e fazer desenvolver o longo da fronteira, (mas) um ano depois, nenhum projecto, mesmo um só foi feito, por isso, os quais a missão da Minurcat é um fracasso", afirmou.
A Minurcat foi criada em 2007 para assegurar a segurança de pelo menos 450 mil refugiados e deslocados no leste do Tchad e do nordeste da República Centro-Africana (RCA), dois países afectados pela guerra no Darfour (Oeste do Sudão).
à missão foi também encarregue de permitir o regresso voluntário dos refugiados e de facilitar a entrega da ajuda humanitária.
A 15 de Março de 2009, ela pediu a mudança da Força da União Europeia para um mandato de um ano, com possibilidade de renovação. Em Dezembro, 46 porcento dos seus cinco mil e 200 militares previstos tinham sido deslocados no terreno.
O Tchad pediu em Janeiro de 2010 à ONU para não renovar o mandato da missão no Tchad e na República Centro-Africana (Minurcat) que deve terminar em Março.
O Sudão e o Tchad anunciaram no mesmo período um processo de normalização das relações que prevê o deslocamento de uma força mista tchado-sudanês ao longo da fronteira entre os dois países.