São Tomé - A Comissão Eleitoral São-tomense (CEN) iniciou hoje, segunda-feira, os trabalhos preparativos do recenseamento eleitoral que vão permitir a realização das eleições autárquicas, regionais e legislativas, informou o porta-voz da instituição, Victor Correia.
"Demos início hoje à formação dos formadores que vai decorrer durante uma semana, depois disso iniciaremos a formação dos agentes, seguindo-se-lhe a posse das comissões eleitorais distritais", disse Victor Correia.
Dezenas de jovens participam nestas formações. A CEN prevê iniciar no mês de Março os trabalhos de recenseamento eleitoral com 30 brigadas, num período de 50 dias.
Na última sexta feira, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entregou à Comissão Eleitoral Nacional, 35 kits com equipamento informático, estimados em 300 mil euros (um euro equivale a 126,117 kwanzas).
Contudo, entre esses equipamentos chegaram também à ilha bases de dados que não são compatíveis com o sistema são-tomense.
"Vamos enviá-los para a África do Sul para adaptações ao nosso sistema", disse Victor Correia.
Cada kit informático contém um computador, uma impressora, aparelho fotográfico, materiais para impressão digital e uma bateria para conservar energia durante oito horas.
Para o presidente da Comissão Eleitoral, José Carlos Barreiro, "esse é um primeiro passo" para o início dos trabalhos do recenseamento eleitoral, pelo que ainda não está em condições de avançar com uma data para a realização das eleições.
"Acabamos de receber os equipamentos e não é só por isso que vamos dizer já ao senhor Presidente que estão criadas as condições para marcar a data das eleições", acrescentou.
"Há uma série de trabalhos preliminares que vamos ter de fazer e depois de concluí-los é que iremos informar o senhor Presidente da República que está tudo preparado para que se possa marcar a data das eleições", acrescentou.
Uma fonte da CEN, adiantou ainda a Lusa que o período de 50 dias previstos para a conclusão do recenseamento eleitoral "poderá ser reduzido para metade" caso a República de Moçambique, venha a disponibilizar mais 80 kits prometidos "para reforçar e acelerar todo o processo".
"Isso é possível, se recebemos os equipamentos que estão previstos chegar de Moçambique e triplicando a quantidade de brigadas que vão estar dentro de dias no terreno", disse a fonte.
Recorde-se que as eleições legislativas, autárquicas e regionais que deviam ter lugar no segundo semestre do ano 2009, foram sucessivamente adiadas por falta de meios financeiros e equipamentos.