Maputo - A Águas de Portugal diz que já cumpriu 50 por cento da sua parte na gestão da rede pública de água em Maputo, e assegura que completará a missão até 2014, ano em que deve devolver o empreendimento.
A Águas de Portugal detém uma maioria de 73 porcento na Águas de Moçambique, consórcio que opera a rede de abastecimento de água nas cidades de Maputo, Matola e distrito de Boane, na província de Maputo, sul de Moçambique.
Os remanescentes 27 por cento são detidos por accionistas privados moçambicanos.
O Governo moçambicano já anunciou que pretende ver o sector privado do país a assumir uma posição predominante na Águas de Moçambique, a partir de 2014, ano em que termina o contrato com a Águas de Portugal.
A gerir o sistema desde 1999, a Águas de Portugal diz que cumpriu metade das suas obrigações para com o Governo moçambicano e irá terminar a missão em 2014 com 100 porcento de desempenho.
"Aumentámos mais de 50 por cento o número de contratos e temos agora pelo menos 120 mil clientes. Se se multiplicar esse número por cinco, que é o agregado médio das famílias moçambicanas, então temos pelo menos 600 mil pessoas a beneficiar directamente da rede em toda a região do Grande Maputo", disse hoje à Agência Lusa Manuel Thomaz, administrador delegado da Águas de Moçambique.
As perdas de água devido à infra-estrutura obsoleta da rede de abastecimento diminuíram cerca de 12 por ento e a facturação está mais eficiente, acrescentou Manuel Thomaz.
Apesar de a população da capital moçambicana e arredores ser estimada em dois milhões de habitantes, o administrador delegado da Águas de Moçambique explicou que o raio de cobertura da rede gerida pela empresa no âmbito do contrato é muito limitado.
Além de operar a rede na região do Grande Maputo, a Águas de Portugal prestou assistência técnica aos operadores do sistema de abastecimento de algumas cidades moçambicanas.