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06-02-2010 10:49

Libéria
Filho do ex-líder pagará USD 22,4 mi por tortura

Monróvia -  Um juiz dos EUA ordenou hoje, (sábado) que Charles McArthur Emmanuel, filho do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, o pagamento de uma indeminização de 22,4 milhões de dólares, a cinco liberianos que foram torturados quando ele dirigia a unidade antiterrorismo durante o Governo do seu pai.

 

Os liberianos Rufus Kpadeh, Nathaniel Koah, Esther Koah, Mamie Catherine Doris Koah e Anthony Sonkorlay apresentaram um processo contra Emmanuel, conhecido como "Chuckie" Taylor Junior, num tribunal de Miami, pelos danos físicos e mentais que sofreram.

 

A compensação de Nathaniel superior a USD 5 milhões, segundo destaca a sentença, à qual a agência Efe teve acesso: "USD 2,5 milhões pelo sofrimento físico e mental passado, presente e futuro; USD 50 mil por perder a propriedade e USD 2,5 milhões por danos punitivos".

 

O homem, que era proprietário de uma mina de diamantes e político, foi detido e acusado por soldados, ao comando de Emmanuel, de não colaborar com o Governo.

 

A sua tortura consistiu em ser queimado com pedaços de plástico derretido, amarrado a um poste com outro prisioneiro e apanhou 150 chicotadas, e teve os seus pertences roubados.

 

A  esposa, Esther, também foi torturada, e levou golpes fortes no estômago que por muito tempo sofreu com hemorragia interna, além de alucinações e constante dor nas pernas.

 

O juiz lhe concedeu uma indeminização de USD 5 milhões, enquanto que sua filha Mamie Catherine que foi violada por soldados, vai receber o mesmo montante.


Nos dois casos, a metade foi por danos físicos e mentais e o restante por danos punitivos.

 

Emmanuel, que é americano, viveu no estado da Flórida até a década de 90, quando se mudou para a Libéria para dirigir a unidade antiterrorismo.

 

Em Outubro de 2008, um júri americano o declarou culpado ao aplicar torturas a opositores, quando o seu pai estava no Governo (1997-2003), e uma juíza o condenou a 97 anos de prisão.

 

O acusado foi julgado a partir de uma legislação que penaliza a tortura e permite que tribunais dos EUA avaliem casos relacionados com esse tipo de crime fora das suas fronteiras, caso o acusado seja americano.

 

Taylor nasceu na cidade de Boston e foi criado em Orlando, na Flórida.






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