Paris- O Conselho de Estado, a mais alta instância jurisdicional administrativa em França, confirmou hoje (sexta-feira) a rejeição do pedido de asilo d'Agthe Habyarimana, viúva do ex-presidente rwandês, devido a suspeita da sua eventual implicação no genocídio de 1994.
Agthe Kanziga, viúva de Juvenal Hahyarimana, poderá ser expulsa a qualquer momento do território francês.
Agthe Habyarimana tomou conhecimento da decisão através de uma informação judicial em Paris, por "cumplicidade do genocídio e crime contra a humanidade em Novembro de 2007, mas até o momento não foi convocada nem foi alvo de perseguição.
O atentado contra o avião que transportava Juvenal em seis de Abril de 1994, foi considerado como o sinal do início do genocídio, que provocou aproximadamente 800.000 mortos, principalmente entre os Tutsis, segundo a ONU.
As relações entre a França e o Rwanda ficaram tensas depois do genocídio, as autoridades de Kigali acusam Paris de ter apoiado as forças que cometeram o genocídio.