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05-10-2009 13:19

Moçambique/eleições
Frelimo aposta na unidade nacional

 

Maputo - Os manifestos eleitorais dos três principais partidos em Moçambique às eleições de dia 28 de Outubro de 2009 estão recheados de promessas, com a FRELIMO (poder) a propor consolidar a unidade nacional e a oposição a apostar na "despartidarização do aparelho do Estado". 

 

 
Os manifestos eleitorais dos três partidos convergem nas promessas de mais habitação, energia, água e saneamento, melhor educação e mais saúde, mais oportunidades para as empresas nacionais e combate à pobreza e à corrupção.

 

 
A menos de um mês das eleições gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) de 28 de Outubro, FRELIMO, RENAMO e Movimento Democrático de Moçambique (MDM) fizeram já centenas de acções de campanha em todo o país mas raramente são distribuídos os manifestos eleitorais, optando-se por mensagens mais directas e fáceis de assimilar. 

 

 
A FRELIMO foi o primeiro partido a apresentar o manifesto e que mais o divulgou, um documento extenso, com centenas de promessas, nomeadamente de consolidar a unidade nacional, a boa governação, a paz e a democracia, e o combate à pobreza e à corrupção.  

 

 
Em termos gerais, o manifesto eleitoral do partido no poder centra-se na melhoria das condições de vida da população, combatendo ao mesmo tempo "todos os factores de divisão, baseados na tribo, origem étnica, raça, religião e todas as manifestações que possam perigar a unidade nacional". 

 

 
Com o slogan "A FRELIMO é que fez, a FRELIMO é que faz", o partido quer tornar cada distrito a base de desenvolvimento económico e social, e fazer uma "revolução verde". 

 

 
A RENAMO, maior partido da oposição, optou por um manifesto generalista e pouco ambicioso, prometendo acabar com as células dos partidos nas instituições do Estado, como escolas, hospitais ou ministérios. 

 

 
Cheio de referências à FRELIMO, embora não o citando, está também o manifesto do MDM, o novo partido criado pelo edil da Beira, Daviz Simango.

 
 
Moçambique, diz o documento, retornou nos últimos 10 anos, de forma velada e gradual, ao monopartidarismo. 

 

 
Sob o lema "Moçambique para todos", o MDM diz que foi criado para combater o "crescente dirigismo e centralismo", a "velada e gradual negação das liberdades, deveres e direitos" constitucionais, e o "desrespeito flagrante" por parte da elite política e do Governo pela "legislação", além de "uma partidarização da função pública" e "abuso de poder". 

 

 
E foi criado ainda, acrescenta, para impedir que a FRELIMO conquiste a maioria de dois terços nas legislativas, o que lhe permitiria "alterar a Constituição a seu bel-prazer e assegurar a perpetuação do actual Presidente  da República no poder". 

 

 
Também o MDM não é parco em promessas, desde a limitação de poderes do Presidente, criação da Polícia Judiciária, redução dos impostos e luz para todos, até mais transportes e mais casas para jovens, para quem será criado um Cartão Jovem e Pousadas da Juventude. 

 


 
Sob o lema "O melhor de Moçambique são os moçambicanos", a RENAMO é mais contida, mas promete também um pouco de tudo, desde mais água potável à desminagem do país, de melhor justiça e melhor saúde a mais respeito pelo poder tradicional. 

 

 






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