Dar-es-Salaam - Um tribunal tanzaniano condenou hoje, quarta-feira, a pena suspensa três homens por terem morto um jovem albino, primeira condenação jamais pronunciada nesse país, onde os albinos são sempre alvos de mortes rituais
O tribunal da região ocidental de Shinyanga reconheceu os três homens culpados de terem morto em Dezembro de 2008 Matatizo Dunia, um albino de 14 anos, e de lhe ter cortado os membros.
"Os acusados podem sempre fazer recurso do seu julgamento", declarou à AFP o procurador Neema Lingo, acrescentando que 13 pessoas testemunharam esse processo de abertura em Junho de 2009.
Desde 2007, mais de 50 albinos, dos quais um número de crianças foram mortos, seus membros e seus orgãos foram considerados como trazerem chances e saúde.
Esta vaga de criminalidade tocou igualmente o vizinho Burundi.
As autoridades tanzanianas, acusadas de não proteger eficazmente os albinos, lançaram na primaveira última uma campanha nacional de denúncia anónima, visando colher junto da população das informações sobre os assassínios presumíveis de albinos
Os albinos sofrem de uma doença genética caracterizada por uma falta de pigmentação da pele, dos pêlos, cabelos e dos olhos.