Nouakchott - O partido no poder na Mauritânia, a União para a República (UPR) obteve domingo uma larga vitória nas eleições para a renovação do terceiro Senado, soube-se de fonte oficial.
Antes desta eleição, a maior parte dos senadores (45 dos 56) apoiavam já o regime de Mohamed Ould Abdel Aziz, chegado ao poder por um golpe de Estado militar em Agosto de 2008 e posteriormente eleito à presidência em Julho de 2009.
A UPR obteve domingo 12 assentos dos 17 em disputa, segundo os resultados definitivos da senatorial parcial, comunicados à AFP pelo ministério do Interior.
Derrotado por todos, a oposição perde nomeadamente Boutilimitt (centro oeste), feudo do presidente do Reagrupamento das forças democráticas (RFD) Ahmed Ould Daddah.
Ao longo de toda a campanha, os principais partidos da oposição haviam denunciado as “fortes pressões” exercidas segundo eles pelo poder sobre os conselheiros municipais (que escolhem o senador da sua circunscrição).
O partido islamista moderado Tewassoul, dirigido por Jemil Ould Mansour, obteve um assento em Nouakchott onde havia feito a escolha de se aliar ao partido no poder.
Apesar desta aliança pontual com o regime, esses islamistas continuam na oposição e justificam a sua atitude pela vontade de “se posicionar seguindo os interesses políticos “ do partido.
Um partido da maioria presidencial, a União para a democracia e o progresso (UDP) da ministra dos negócios estrangeiros Naha Mint Mouknass, conseguiu um assento em Kaédi (sul).
O partido no poder encontra-se hesitante numa circunscrição, onde uma segunda volta será organizada em uma semana.
Foi igualmente derrotado por duas listas “independentes” que obtiveram dois assentos.
Um décimo oitavo senador, representando os Mauritanianos em África, será eleito mais tarde pelos seus parceiros.